2/06/2012

Blogs em www.Gestaodeprojetos.com.br

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Postagens de Peter Mello estão agora em www.gestaodeprojetos.com.br
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Prezados,

Na data de hoje, estarei iniciando uma coleta generalizada de posts, artigos, seminários e conteúdo relacionados aos trabalhos do The Spider Team e também de minha autoria, para publicação em novo endereço.

10/28/2010

9/05/2010

Por onde andam meus textos?

Senhores,

Agradeço aos que andam repassando emails perguntando sobre os textos na Mundo PM, sobre minha participação nas listas e meus seminários em eventos do PMI.

Este ano comecei a trabalhar em uma segunda edição do meu livro com o Delarue (www.thespiderteam.com/forense) e me envolvi em um grande programa/projetos fora de minha cidade, reduzindo meu tempo livre para textos soltos, comentários e blogs.

No entanto: Resolvi não submeter o livro a regras de copyrights da editora e vou publicá-lo gradativamente online e gratuitamente em www.thespiderteam.com/performance

A tentativa de pegar o livro atual e oferecer amplos exemplos em Spider e Excel (Spider por minha conta e Excel pelo esforço do Ricardo Delarue) também se mostrou cansativa para o leitor final e - por esta razão - a nova versão - a ser reescrita do zero depois de completarmos 200 páginas em parceria - está focada em exemplos práticos com o Spider.

Isso porque:
- A versão gratuita do Spider permitirá que estudantes e GPs em projetos de pequeno porte possam adotar em 100% os exempos, dicas, perigos e vantagens de técnicas de análise de performance destacados no site.

- Usuários de outras ferramentas profissionais (leia-se aqui Primavera, visto que o MSProject não está preparado para fazer certo as contas necessárias) poderão repassar conceitos e alertas ao seu próprio ambiente.

Das 200 páginas já elaboradas para o livro que não será publicado, 5% foram convertidas para o site e o restante será repassado gradativamente na medida em que eu perceber que há usuários para esta aventura de análise de performance em projetos.

O "livro virtual" está sendo editado em um formato online que permite sua impressão em PDF sem muito estresse e também uma leitura confortável para usuários IPAD.

Este novo projeto - cujas páginas são transcritas para o site apenas quando estou fazendo as pontes "porto alegre - belo horizonte", "porto alegre - brasilia", "porto alegre - fortaleza" e "fortaleza - brasilia" (estou voando de 5 a 10 horas por semana), não inclui a parte de análise forense de cronogramas (visto que é o Delarue que aborda este tema na primeira edição), mas tem pontos muito importantes sobre Análise de Valor Agregado, Gerenciamento por Tendências, Curvas, etc.

De tempos em tempos, pode ser que eu traga algo daquele site para este blog.

Abraço,

Peter.

7/02/2010

Babaquices: Scrum x PMBoK

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Postagens de Peter Mello estão agora em www.gestaodeprojetos.com.br
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Jose Finocchio Jr has sent you a message.
Date: 6/28/2010
Subject: Debate Scrum X

Peter,

Gostaria de ouvir sua opinião no debate Scrum X PMBOk,
Voce poderia dar sua opinião no grupo de discussão GERENCIAMENTO DE PROJETOS, basta seguir o link abaixo.

Um abraço

Finocchio

http://www.linkedin.com/groupAnswers?viewQuestionAndAnswers=&gid=1812399&discussionID=23478386&goback=%2Eanh_1812399

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Caro José, obrigado pelo convite e desculpe pelo tempo em lhe responder.

Roda na Internet, no meio acadêmico e no ambiente profissional há muito tempo um sentimento de incompatibilidade entre o Scrum e o Guia PMBoK® ou de forma ainda mais ampla uma diferenciação entre Métodos Ágeis e o PMBok.

Vou começar lhe respondendo que aquele que sequer PENSAR que há uma incompatibilidade entre os métodos ágeis e o PMBoK é um BABACA. A coisa é ainda mais grave por que este mesmo babaca também deve pensar que o PMBoK é uma metodologia e nem fora do mundo ágil ele irá fazer bom proveito desta publicação do PMI.

O que me assusta e por isso aqui vou negritar a palavra BABACA é que existem diversos trabalhos de conclusão de cursos circulando por aí com esta estupidez e ela atesta a burrice generalizada dos coordenadores e bancas de exame acadêmico que concordaram com este absurdo.

Já vi tratamentos entre o Ágil e o PMI como se estivéssemos falando da diferença entre o Islamismo e o Cristianismo. Há outros “especialistas” mais hábeis ou políticos que vão falar do PMI e suas publicações e os diversos métodos ágeis como se fossem apenas impressões divergentes entre o Católicos e Luteranos.

Vamos combater esta babaquice generalizada com alguma conceituação básica: O Guia PMBoK® é apenas um compêndio de boas práticas em gerenciamento de projetos e poderá um dia até ser fonte de consulta para conhecermos algo sobre o Scrum ou outros métodos ágeis quando estes forem reconhecidos por algum grupo de envolvidos na manutenção do PMBoK como relevantes àquela publicação.

Note que o fato de um dia o Scrum aparecer no Glossário do PMBoK não fará com que ele seja mais compatível ou menos compatível com o próprio guia! Também sequer irá confirmar que o Scrum é uma boa prática generalizada ou não para o universo do Gerenciamento de Projetos no mundo pois a decisão final sobre a entrada de novos paradigmas no PMBoK está restrita a um pequeno grupo de “autores centrais” destas publicações do PMI que também não estão isentos de serem também uns babacas no entendimento sobre a questão.

Como já adianto que vou ser mal interpretado no parágrafo anterior, me permita completar a explicação: NÃO estou afirmando que sejam uns babacas e muito menos estou falando daqueles que hoje foram os responsáveis pelas últimas atualizações encontradas no PMBoK e outras publicações do PMI. Estou apenas dizendo que a decisão final do que é considerado ou não para o PMBoK em última instância está sempre limitado a um conjunto pequeno de profissionais e normalmente ainda carregados de um “bias” ocidental e/ou americanizado por mais neutro que se esforce em parecer.

Voltando ao Scrum: qualquer equipe de projetos dentro de um paradigma ágil, em maior ou menor grau, pode a qualquer momento se beneficiar de algum conhecimento oriundo do PMBoK ou, ainda, se utilizar de conhecimentos em gerenciamento de projetos que até mesmo aparecem neste Guia e que em maior ou menor grau já são aplicados aos métodos ágeis independente de onde tiverem se originado.

Vale lembrar que o PMBoK não traz nada de novo e sim aquilo que já se configurou como aplicado em gerenciamento de projetos em uma ou mais áreas, em uma ou mais regiões, por um ou mais grupos e que – no momento de sua redação para o PMBoK foram aceitos pelo limitado grupo de voluntários e ainda menor grupo de “autores centrais” desta e todas as outras publicações do PMI.

É relevante destacar que métodos ágeis também podem conviver dentro de um mesmo projeto com métodos convencionais e grupos distintos, utilizando métodos distintos, podem estar todos respondendo a um mesmo gerente de projeto, um mesmo cliente final e para entregar um mesmo produto.

Isso não ocorre somente em uma situação – por exemplo – onde uma equipe está desenvolvendo um hardware qualquer e outra equipe está desenvolvendo o software a ele relacionado (o hardware pode ser uma cafeteira, um computador ou um avião e o software pode ser o contador de minutos de preparo do café ou o sistema de guia de mísseis termonucleares).

Existem situações onde um mesmo software precise ser quebrado em módulos e sub módulos e alguns destes irão ser administrados em uma dinâmica em cascata, outros com a aplicação do RUP e outros mais com o SCRUM.

Outro ponto relevante e que vale apena já destacarmos neste email desta madrugada de sexta-feira é que há diversas demonstrações de métodos ágeis que contribuem para o desenvolvimento de projetos que vão além do desenvolvimento de software. Assim, vou adicionar à categoria de babacas aqueles que disserem que métodos ágeis nunca poderão fazer parte do PMBoK por estarem ligados a uma única indústria (TI) enquanto o PMBoK tem uma condição de espaço generalista (acredite, já ouvi esta barbaridade).

Aproveitando que não preciso oferecer fontes de consulta, encontrar frases de efeito, me valer de citações tiradas de livros importantes para defender de forma idiota um TCC que logo será aceito por um coordenador tão babaca quanto este estudante que busca seu importante título de graduação ou mestrado, vou deixar neste espaço um “alerta geral” para gerentes de projetos tradicionais em qualquer indústria: fiquem atentos aos métodos ágeis e entendam, utilizem, complementem, critiquem e melhorem os seus conceitos pois há muito o que se aprender com o Scrum e com outros métodos ágeis que vale ser aplicado em projetos de todo o tipo e de todo tamanho.

O alerta também vale para os envolvidos com estes métodos, para que evitem radicalismos e oposições extremistas em nome de Alá ou do Scrum Master e tragam o PMBoK para dentro de suas experiências pois também terão o que aprender.

Bom, é até aqui que consigo ir nesta madrugada e talvez volte a completar este texto em alguma data futura (provavelmente em rebate à comentários de alguns dos babacas que irão se ofender com o meu texto).

Abraço do seu ex-aluno, companheiro de seminários e amigo. Me desculpe se o seu debate estiver indo em outra direção no link que me passou, mas não me dei nem ao tempo ou trabalho de segui-lo antes de explicitar a minha indignação com muito do que venho ouvindo sobre o assunto.

Peter.

4/23/2010

Evento Internacional (Grécia): Green Project Management

Em Junho, a X25/The Spider irá apresentar um trabalho sobre o Gerenciamento Verde de Projetos em um evento internacional na Grécia.

Peter Mello é o representante brasileiro para o evento especializado na área, organizado pela Associação Greco-Americana de Gerenciamento de Projetos. O evento irá trazer informações sobre otimização de resultados em projeto a partir da aplicação de conceitos de Lean e Gerenciamento Verde de Projetos.

A abertura do evento será feita pelo Ministro das Relações Exteriores da Grécia e terá entre os palestrantes representantes da Arábia Saudita, Inglaterra, Grécia, Canadá, Estados Unidos, Japão, entre outros. A palestra "key-note" de Peter Mello irá abordar gerenciamento ativo de riscos, o success driven project managent, técnicas de compressão e melhoria de resultados em cronogramas e redução de custos em projetos através da aplicação do Green Project Management.

Informações sobre o palestrante:
http://conferences.hau.gr/?i=project2010.en.speakers.162

Informações sobre os demais participantes:
http://conferences.hau.gr/?i=project2010.en.speakers

Informações sobre o evento:
http://conferences.hau.gr/?i=project2010.en.agenda

4/03/2010

Gerenciamento Verde de Projetos

Aeroporto de Porto Alegre, via celular.

Cuidado! Não confunda gerenciamento verde de projetos (Green Project Management) com gerenciamento de projetos verdes!

Aqui estamos falando de gerenciamento voltado a otimização de resultados, com atenção a redução de desperdicios durante a realização do projeto, independente do seu produto estar relacionados a sustentabilidade do planeta.

O assunto será tratado em um evento na Grécia pela associação greco-americana de projetos, em conjunto com uma visão lean aplicada a projetos em junho.

Serei um dos keynote speakers e voltarei a escrever sobre o assunto por aqui.

Chegou o avião. 20 minutos para catilografar esta pequena nota...

2/28/2010

Interfaces - A comunicação em essência

Estamos já cansados de ouvir que 90% do tempo do gerente de projetos é dedicado a comunicação e que mais de 70% dos projetos que falham tem a comunicação como o seu maior problema.

Até onde a comunicação pode ser uma entidade abstrata, onde entendemos sua importância mas não sabemos como interagir para garantir resultados adequados? Até onde o entendimento dos envolvidos, a criação de matrizes de responsabilidade e planos de comunicação podem assegurar melhores resultados em projetos?

Como diria qualquer bom consultor, "DEPENDE...". E aí, para cada projeto, para cada tipo de cliente, para cada situação de projetos teríamos regras, necessidades e objetivos bem distintos em relação a comunicação que precisa ser feita.

De forma prática. Como podemos fazer a diferença? Gerenciando INTERFACES.

Sinceramente não sei se pesquei o termo em alguma leitura específica sobre o assunto. Não posso dizer se o termo foi já abordado por alguém, mas há alguns anos eu defino como crucial em meus projetos o controle sobre INTERFACES e faço este controle explicitando em meus cronogramas a minha relação com terceiros.

Neste contexto, ao decompor meu projeto em sua EAP, no primeiro nível vou ter elementos específicos do produto que pretendo entregar e também um item dedicado à gestão. Em algumas empresas com quem já trabalhei ou acompanho suas atividades, é comum neste segundo nível da EAP (considerando o projeto completo como o primeiro nível) que utilizem áreas da empresa para então definirem as partes dos produtos que serão elaboradas.

Ilustrando este caso, teríamos que para a entrega de um sistema de transporte de carvão, no primeiro nível teríamos o projeto em si e no segundo nível teríamos: gestão, engenharia, suprimentos, fabricação, transportes, montagem e pré-operação. Se olharmos a seco as "melhores práticas em EAP" preconizadas pelo PMI, teríamos um foco em entregas de produto, quebrando o segundo nível talvez em torres, galerias, etc. De fato, isso pouco importa e poderemos tratar isso em outro blog... Precisamos sim ter a nossa EAP direcionada a entregas, mas estas entregas não precisam ser necessariamente resultados visíveis para o cliente (a torre) e podem eventualmente ser resultados visíveis para a equipe (a engenharia da torre, a montagem da torre, etc).

E as interfaces? Bom, não importa como foi feita a EAP, estamos imaginando que há um pacote de trabalho definido como "gestão de projeto" e este pacote ou nível será novamente decomposto em outros elementos. É aí onde entram as interfaces:

PROJETO
+ ENGENHARIA
+ SUPRIMENTOS
+ ...
+ GESTAO
---+ INTERFACES
--------+ COM Fornecedor A
--------+ COM Fornecedor B
--------+ COM O CLIENTE
-------------+ REUNIOES PERIÓDICAS
-------------+ DEPENDÊNCIAS EXTERNAS
------------------= Licença Ambiental Fornecida
------------------= Liberação de entrada para iniciar atividades
------------------= Autorização para supressão vegetal na Área X
------------------= Autorização para supressão vegetal na Área Y

(etc)

E o que é tão importante nestas interfaces?
- Precisamos explicitar as condições externas que podem ou não prejudicar o andamento normal de meus trabalhos. Não adianta reportar que estou atrasado por que não me liberaram o acesso se eu não deixo explícito o momento em que esta liberação deveria ter ocorrido e quando de fato ela veio ocorrer. É a diferença entre estas datas que me favorecem o pleito de prazo junto ao cliente, mediante uma explícita relação de dependências que precisam ser criadas para que venham a refletir no caminho crítico do meu projeto.

Se no início do projeto bastava uma única autorização para entrar no local de trabalho e cuidar do que está acontecendo, então esta autorização tem data certa no meu cronograma e eventuais atrasos serão reportados com as medições de projeto. Em um dado instante, dentro da área em que se esperava trabalhar há subdivisões espaciais que podem ou não serem acessadas pela minha equipe por uma série de razões (uma área tem acesso restrito por conta de alguma instrução do cliente, uma outra área tem um problema de acesso, outra há elementos externos que não permitem o trabalho, etc). Neste momento, torna-se necessário ir a área de Interfaces com o cliente e trazer novos marcos de controle com novas condições externas que irão impactar o meu trabalho no futuro.

Aqui não importa se estamos falando de projetos de engenharia ou de software (ou qualquer outro, desde que façamos a abstração necessária do conceito). Em um projeto de software não é comum que não se possa entrar em uma determinada área por estar interditada por alguma razão, mas é comum não se conseguir acesso a um determinado tipo de cliente ou a uma determinada reunião por razões antes não documentadas.

Ao explicitar em INTERFACES aquelas dependências que consideramos externas e amarrarmos elas à outras atividades de projeto, nós conseguimos algumas coisas importantes:

A) Explicitamos informações que irão apoiar a identificação de quem é a responsabilidade por atrasos;

B) Chamamos a atenção do cliente para os itens que estão travando o nosso trabalho e consideramos de sua responsabilidade;

C) Detectamos impactos e com isso podemos calcular outras alternativas e ajustes em cronogramas para reduzir os impactos;

D) Lidamos com os problemas de forma pró-ativa e clara, ampliando os canais de comunicação e trazendo os clientes a atuarem como parceiros na resolução dos mesmos.

Devemos pensar que após explicitar em nossa área de interfaces que um determinado item passa a repercutir em atraso para o nosso projeto, mesmo que o cliente não concorde com aqueles elementos expostos que afirmamos atrapalhar o nosso projeto nós estamos no LUCRO.

Conflitos são naturais em qualquer projeto. O que precisamos é atuar de forma pró-ativa com eles e solucioná-los o mais cedo possível. Se entendemos que uma dada autorização é necessária para a execução de nossos trabalhos e ao deixar isso explícito no cronograma o cliente afirma que a lógica de dependências não está correta, duas coisas podem então acontecer:

A) Vamos começar com os trabalhos sob responsabilidade do cliente pois ele mesmo disse que aquela dependência não deveria ser considerada;

B) Vamos ter o cliente correndo atrás do problema para que não fique explícito no cronograma que cada adia de atraso é oriundo de suas dificuldades internas e não necessariamente de nossa equipe de projeto.

Ou seja: Dado o conflito, qualquer resolução é favorável ao projeto. Não fazer nada é que seria o problema.

Em um certo cenário em um projeto de menor porte na empresa onde estou trabalhando, o GP do outro projeto veio me contar que tinha um problema de atraso com o cliente e que ele o estava ameaçando de multas. O cliente dizia que uma dada entrega de materiais tinha ocorrido em diversas etapas (em diferentes semanas) e por isso o projeto estava atrasado. O GP dizia que mesmo com o material em campo, não poderia ter seguido com os trabalhos por que dependia de liberações de bases civis de responsabilidade do cliente.

Ao quebrarmos as suas atividades de execução em blocos menores, cada um deles amarrado a sua própria necessidade de materiais e à liberação das bases por parte do cliente, o que conseguimos foi evidenciar que para cada base o material de fato estava à tempo e que os atrasos estavam vinculados à construção civil que não era de nossa responsabilidade, no lugar da chegada de materiais como alegava o cliente.

Explicitar estes elementos não são agradáveis. O cliente de fato vai ficar mal-humorado em ver em uma seção do cronograma um conjunto de atividades que são de SUA responsabilidade. Isso gera conflito, mas é um conflito que favorece a resolução de problemas em favor do projeto (logo a ambas as partes). Esconder as dependências ou não explicitá-las e trazer para o GP o risco exclusivo de arcar com todos os problemas de projetos.

Dai a César o que é de César e dai ao cliente o que é do cliente. Transparência de ações e uma adequada amarração de dependências externas e internas em um cronograma são elementos-chave para o sucesso de qualquer projeto.

Em resumo: No contexto apresentado, INTERFACES é uma seção especial de um cronograma, devidamente estruturada na EAP do projeto, onde deixamos de forma explícita as dependências externas do projeto oriundas de fornecedores e cliente, desde a chegada de um material, a liberação de um documento ou o fornecimento de algum elemento crítico para o projeto. Reuniões, emissões de documento e até mesmo correspondências enviadas e recebidas podem eventualmente fazer parte destas INTERFACES, conforme o GP definir em seu plano de projeto e de comunicação.


2/20/2010

2010 a 40 graus...

Quente! E não estamos só falando de temperaturas.

Devo dizer que preciso começar a avaliar minha posição agnóstica (aquele que não sabe ou quer saber da existência de um Deus).

O final de ano de 2009 e os dias seguintes tem se mostrado extremamente alinhados com um bocado de mudanças... Prioridades em 29 de Dezembro de 2009 são completamente diferentes das prioridades de HOJE, fevereiro, um pouco antes de completar 60 dias de radicais mudanças.

Além de um interessante projeto no Nordeste do País que estou assumindo como seu gestor de projetos em conjunto com uma complexa equipe de coordenadores de engenharia, coordenadores de obra, coordenadores de produção, gestores de contrato, entre outros, acabo de ter um documento técnico aprovado por um comitê de eventos em Gerenciamento de Projetos na Grécia...

Estou afastado dos blogs e das listas de discussão, meus habituais vícios e agora tenho um grande volume de responsabilidades que somam um contrato para um livro, um contrato para um projeto, um contrato para o desenvolvimento de um fluxo/método de trabalho aplicado a uma empresa em ampla expansão, uma parceria com o Planning Planet e outras coisas que até mesmo neste momento de reflexão já não consigo lembrar sem ver minha lista de tarefas!

Procuro manter as coisas alinhadas para seguir difundindo conteúdos de acesso livre como sempre fiz... Logo que possível vou começar a republicar os materiais que venho acertando e complementando. A boa notícia é que em meu acordo para o desenvolvimento de novos projetos e métodos com a empresa onde venho investindo a maior parte do meu tempo agora, está previsto a liberação de conteúdos de nossa experiência em projetos lá para o desenvolvimento de artigos, seminários e afins. Isso significa maiores oportunidades de demonstrar com textos práticos o que de fato é possível se desenvolver com a técnica russa SDPM e com a ferramenta Spider Project que também - por sua vez - traz novidades incríveis em 2010 como a capacidade de lidar com caminhos alternativos em projetos.

Abraços a todos e espero retornar a este espaço logo, com temas técnicos interessantes para o desenvolvimento de bons cronogramas e planos de projetos!




1/30/2010

Engenheiros & sua capacidade de sonhar...

Talvez seja pelo espírito criativo, ou o desejo de ser prático... Cada vez mais percebo uma grande parte dos engenheiros presos em um mundo de faz-de-conta em relação a tudo o que se passa em gestão de projetos. Não consigo ainda descrever o que os leva a tratarem o projeto no sentido de empreendimento de forma tão distinta do que fazem melhor: o projeto no sentido do design.

Por que é que projetos (designs) são devidamente versionados e aprovados junto aos clientes, mas um engenheiro que faz um plano de projeto ou mesmo um cronograma não se lembra nem de fixar uma linha de base e nem de aprovar de fato as mudanças que vai trazendo ao dia-a-dia do projeto? Onde é que está a distância entre o formalismo do "design freeze" que seria a origem do que se constrói e se entrega e o resto de toda a documentação necessária para que as coisas aconteçam?

Como é que se pode buscar a perfeição em linhas milimétricas que determinam o projeto mecânico, elétrico e hidráulico e não se busca entender de fato as atividades que devem existir em um cronograma para que todo aquele design possa acontecer?

É claro que há exceções entre os engenheiros... Que não fiquem já todos chateados comigo... Mas o fato é que os poucos que se salvam ainda não são suficientes para salvar a maioria dos projetos (empreendimentos) de seus insucessos (atrasos, custos elevados, problemas de última hora, etc).

--- Este assunto ainda precisa ser discursado com mais argumentos. Aqui começa uma auto-provocação.

Bom fim de semana a quem passou por aqui.

1/10/2010

o que eh sucesso em um projeto?

(via celular, logo sem acentuacao)

pedro nao era da turma do fundao, e nem um dos melhores da turma. nunca ficou de recuperacao, mas tambem nao ganhou premios. na faculdade, passou em ultimo em sociologia, soh que era filho e neto de medicos e isso nao agradou a ninguem. fez o curso tranquilo, desfrutou de grandes amizades e se formou com um ano de atraso. nao arranjou emprego na area e acabou passando em um concurso federal, para motorista. nos intervalos do trabalho escrevia poesias e de tempos em tempos ganhava algum elogio no blog onde publicava seus textos.
seu irmao assumiu a clinica ortopedica do pai, tinha um super carro. casou-se com uma modelo internacional e vivia em festas chiques, high society. tirou seu phd na alemanha e tinha uma casa de campo. todos os seus anos de cdf na escola e os 10 anos em cursos, residencias e especializacoes culminaram em um premio internacional.

qual foi o irmao que teve maior sucesso na sua vida?

sucesso em projetos eh atender aos criterios de sucesso previamente definidos. e os melhores criterios sao aqueles que apoiam a tomada de decisao durante o transcurso do projeto.

serah que vale acabar o projeto no prazo e no custo? melhor gastar um pouco mais e acabar antes? ateh onde vale atrasar, mesmo a desagrado do cliente e melhor usar os recursos compartilhados garantindo tambem o sucesso de outros projetos na carteira?

perguntar o que define sucesso em projetos eh uma das coisas mais importantes em gerenciamento de projetos. soh que esta pergunta deve trazer diferentes respostas em funcao de cada envolvido (equipe, empresa, cliente, etc) e em funcao de cada fase, etapa e contexto! um gp de sucesso eh aquele que melhor coordena expectativas e resultados para todos os envolvidos, ainda que preservando os maiores privilegios ao seu cliente.
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